Com a chegada do período das chuvas, algumas medidas simples podem ser adotadas para a preservação do acervo cultural. São cuidados de conservação preventiva que os proprietários e responsáveis pelos bens culturais devem tomar para evitar que danos maiores sejam causados ao patrimônio.

Inicialmente é preciso observar a edificação ou obra de arte como um todo, identificando possíveis agentes causadores de deteriorações. Em seguida, é necessário tomar as providências para solucionar os problemas identificados. A seguir, são apontadas algumas dicas de cuidados para prevenir os danos, especialmente antes e durante o período de chuvas.

Na área externa da edificação:
•    Retirar folhas e outros materiais acumulados no terreno;
•    Não deixar materiais de construção ou entulho acumulados em cantos de muros nem dispersos pelo terreno;
•    Observar o acúmulo de poças de água e providenciar a drenagem da água, caso necessário;
•    Observar a movimentação de encostas existentes no entorno do imóvel.

Na cobertura:
•    Inspecionar o telhado, calhas e condutores de água antes e depois do período de chuvas;
•    Nunca fazer a inspeção ou troca de elementos com as telhas molhadas;
•    Verificar se as calhas e os condutores estão bem fixados e se as paredes vizinhas estão impermeabilizadas, fazendo manutenção corretiva, caso necessário;
•    Verificar se as calhas estão bem dimensionadas, se têm caimento suficiente e se este está dirigido para os condutores de descida de água;
•    Verificar se as argamassas de aderência dos rufos e telhas estão em bom estado;
•    Limpar e recuperar as partes danificadas do telhado com frequência, principalmente calhas e condutores;
•    Substituir telhas danificadas observando a posição e o encaixe das peças;
•    Recolocar telhas deslocadas em sua posição original;
•    Em lajes planas, verificar a condição da impermeabilização e fazer a manutenção necessária.

No interior da edificação:
•    Inspecionar os ambientes após chuvas fortes para verificar existência de goteiras e infiltrações;
•    Verificar se as esquadrias estão em boas condições (alinhadas, sem frestas) a fim de evitar a entrada de água e possível comprometimento de pisos e forros, principalmente os revestimentos de madeira;
•    Substituir vidros quebrados de janelas e portas;
•    Permitir ventilação dos ambientes para evitar excesso de umidade nas superfícies e proliferação de mofo;
•    Verificar infiltração de água no quadro geral de energia, em pontos de luz ou em caixas de passagem, acionando assistência técnica especializada para sanar o problema.

Elementos artísticos:
•    Remover os objetos de locais com excesso de umidade ou que apresentem problemas como goteiras e infiltrações até que os danos sejam sanados;
•    Monitorar possíveis alagamentos no entorno da edificação que guarda acervo para que este possa ser retirado em tempo hábil do local;
•    Em caso de absorção de umidade excessiva pelo bem, seja por acidente ou por capitação de umidade do ar, não provocar secagem forçada ao sol ou com ventilação artificial; deixar secar naturalmente, se possível com aproximação de sílica gel;
•    Monitorar objetos guardados no interior de armários, nichos ou vitrines que podem por pequenas frestas absorver muita umidade e calor, gerando um microclima propício à proliferação de insetos e/ou microorganismos;
•    A temporada de chuvas coincide com alto aquecimento solar, por isso é preciso ficar atendo às mudanças bruscas de temperatura e umidade no ambiente que abriga bens móveis, deixando-os em local mais arejado, evitando-se exposição à luz solar e umidade ou respingos de chuvas.

Em caso de necessidade de intervenções na edificação (reformas, acréscimos, colocação de equipamentos novos, mudança de uso etc), ou em bens móveis e integrados (eliminação de fungos ou quaisquer danos causados por excesso de umidade e/ou calor), solicitar ao Iepha assessoria técnica. Em caso de emergência, contatar a Defesa Civil Municipal, a Polícia Militar ou o Corpo de Bombeiros.

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